sábado, 30 de maio de 2009

Seminário de Comunicação Corporativa


Aconteceu ontem à noite o "Seminário de Comunicação Corporativa" no Salão Nobre da Universidade Metodista de São Paulo - Campus Rudge Ramos. Com as participações ilustres doMinistro do Desevolvimento, Indústria e Comércio Exterior Miguel Jorge e doPresidente da BASF para a América Latina Dr. Rolf-Dieter Acker.

Os dois têm formação em subáreas da Comunicação Social, Jorge em jornalismo e Acker emrelações públicas. O Ministro começou seu discurso se mostrando contente e agradecendo o fato de um auditório com capacidade de 600 lugares estar lotado numa sexta feira à noite. Ao saber da transmissão ao vivo para outro auditório(com capacidade de 400 pessoas) ficou ainda mais surpreso.

Em sua apresentação afirmou que "comunicação é uma forma de poder" e portanto, compartilhar informação é compartilhar poder também. Por isso, as resistências das organizações em dividir informação  são comuns. Mas é necessário às empresas se comunicar, assim como projetar sua imagem. Jorge acredita que imagem e reputação são conceitos indissociáveis. Porque a reputação é a decorrência da imagem, nada mais que a forma que os indivíduoas enxergam a organização. 

Disse também que a marca de uma empresa é 60%, 70% até 80% do seu valor. Patrimônio que é intangível. E citou as Sandálias Havainas e Coca-cola como exemplos de marcas fortes.
A comunicação vêm se modificando bastante nas últimas décadas, e comentou que os profissionais de comunicação atuais têm uma responsabilidade maior. Já que a internet está  valorizada, 64 milhões de brasileiros são internautas e com isso co-existe a vulnerabilidade das empresas e uma grande oportunidade de trabalho para os comunicadores.

Em sua visão, apesar da comunicação corporativa não ter sido muito valorizada quando entrou para a área, hoje ela já é vista como investimento, agregadora de valor e não mais como gastos nos balanços financeiros.


Após vídeo institucional da BASF, seu Presidente para a América Latina enfatizou que "a BASF é a maior empresa química do mundo" e produz "mais de 8.000 produtos". Disse que a área de comunicação dessa empresa gerencia o ativo intangível e uma das suas principais tarefas é gerar valor aos stakeholders da empresa. Acker acredita que os profissionais de comunicação são "Gestores de Confiança" que analisam cenários e para isso, devem ter conhecimento amplo, pois outras áreas como sociologia e antropologia colaboram para a sua função.

Encerrou seu discurso com uma frase do sindicato dos químicos "Dialogar é a melhor forma de buscar soluções conjuntas e inteligentes". E quando questionado sobre a melhor comunicação nesse momento de crise mundial, respondeu "a palavra chave em momentos de crise é transparência e honestidade". 

Referências
- *Discurso oral: Miguel Jorge, dia 29/05/2009;
*Discurso oral: Rolf-Dieter Acker, dia 29/05/2009;
Imagens- *www.revistaportuaria.com.br
*www.basf.com.br

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Tetra Pak: protege o que é bom


Fundada pelo suíço Dr. Ruben Rausing a Tetra Pak está presente no Brasil a mais de 50 anos, ela é conhecida por produzir as embalagens longa vida encontradas com facilidade em nossa casa em formato de caixinha de leite, sucos etc.
Além da produção das embalagens a empresa também se preocupou em dar um destino para as embalagens depois de utilizadas.

A grande preocupação com o meio ambiente começou com uma frase que o Dr. Ruben Rausing repetia sempre “uma embalagem deve economizar mais do que custa”.
Hoje as camadas de plástico e de alumínio presente nas embalagens longa vida depois de recicladas são transformadas em coletores, vassouras, cadeiras, cabos de pá, telhas e outros.
As etapas do programa de reciclagem podem ser assitidas nos links: http://www.youtube.com/watch?v=1--vxKXpUE8&feature=related

Além das ações ambientais a empresa apoiou projetos governamentais como o Fome Zero onde doou 1 milhão de litros de leite longa vida e a campanha “Pratique Emoção: doe leite grátis” onde com apenas um clique seu no site www.pratiqueleite.com.br, a empresa doa leite para instituições cadastradas.

O site da Tetra Pak (www.tetrapak.com.br) é um canal de comunicação onde apresenta além de informações sobre a empresa, responde a curiosidades das pessoas, você consegue descobrir no site o que são aqueles números nas caixinhas de leite, acompanha todas as etapas presentes no programa de reciclagem e o site também possui um serviço chamado Falecom a Tetra Pak a maior número de acessos a esse serviço é de visitantes interessados em obter mais informações sobre reciclagem e programas ambientais, tais áreas em que a Treta Pak é referencia, mundialmente.

Tais feitos só contribuem para um maior respeito da população para com a empresa, fazendo assim com que cada vez mais a empresa esteja empenhada em criar/apoiar projetos relacionados a questões sociais e ambientais e suprir de informações tanto seus clientes, quanto nós apenas “curiosos”.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Pensamento da Escola de Montreal


A Comunicação Organizacional está voltada para outras ênfases que não somente a área da pesquisa, deste modo utimamente anda inspirando a compreensões diferenciadas do que é comunicação. O lider desta nova compreensão é James Renwick Taylor, professor de comunicação da Universidade de Montreal no Canadá que aborda de forma interpretativa a comunicação organizacional, propondo um novo olhar sobre a organização através de processos de criação e recriação como a co-orientação e os modelos texto conversações. Mostra que os processos de produção estão vinculados ao processo de vinculação entre as partes.
A Teoria da Co- Orientação diz que os atores sociais relacionam- se entre si tornando a unidade "organizacional", e que essa unidade organizacional deve envolver mais que um ator. Que os fins de uns são os meios dos outros, objetivos que não poderiam ser realizados sozinhos, são realizados pelos atores, exemplo disso seria o professor e o estudante. Na formação de identidade a base do processo é a Comunicação. A comunicação tem o papel de estabelecer a imbricação, isto é, a ampliação da unidade de co- orientação evitando falhas.
O modelo texto conversação mostra que a interação entre as pessoas se dá através da conversação, a finalidade da mesma é a co- orientação. As conversações produzem textos, eles fazem parte de um processo, a base destes textos é a comunicação. Textos representam a organização de forma formal e as conversações de forma informal.
Os pontos fortes desta teoria a comunicação é vista como atividade organizativa, as organiações podem se redefinir através da mudança de modelos de comunicação. Os recursos dão continuidade a realidade social dando continuidade a criação e a recriação
.
Fonte www.com.umontreal.ca, TAYLOR James. Comunicação Organizacional: uma ciência híbrida (entrevista concedida a Adriana Casali). Estudos de Jornalismo e Relações Públicas . São Bernardo do Campo. FAJORP - Metodista, a.3, n. 6, p.9-15, 2005.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Entrevista : Natasha Botelho


Com as grandes mudanças que ocorrem no cenário mundial, faz com que as Empresas deem mais importância à Comunicação Organizacional, pois a boa comunicação dela perante seus públicos a torna viva no mercado.

A entrevistada Natasha Botelho, se formou na USP e trabalha na Empresa IBM(International Business Machines), empresa reconhecida mundialmente pela criação, desenvolvimento e manufaturas de tecnologia da informação como softwares, sistemas de redes, entre outras usadas em empresas.

Natasha define Comunicação Organizacional como a forma pela qual se une os diversos tipos de comunicação (interna, imprensa, clientes, comunidade, etc) em uma determinada instituição. A sua importância no mundo empresarial se da pela união das aréas para dar uma mesma linguagem e passar uma imagem alinhada com os valores da instituição para todos os públicos.

Natasha acredita que o que falta nas organizações hoje para que haja uma comunicação de sucesso com seus públicos estratégicos é a falta de foco por parte de toda a gerência (alta e baixa): muitas vezes a gerência é comprometida com a comunicação, mas, na medida em que isso vai sendo cascateado, o gerente direto acaba se perdendo no dia-a-dia e não da a devida atenção à Comunicação. Segundo ela, falta também, uma comunicação integrada e verdadeira, para que todo mundo fale a mesma língua e com bastante clareza.

Com relação as mídias e a Comunicação Organizacional, a entrevistada defende que as ferramentas de relacionamento (orkut, twitter, facebook, etc) são uma importante forma de integração de todos os stakeholders, estreitando o relacionamento. Por outro lado ela acha que é algo que precisa ser monitorado, na medida em que todos podem sair falando o que quiserem, sem veracidade, ou sem verem por todos os ângulos e isso pode ser prejudicial a imagem da organização.

Natasha comenta também que há agora ferramentas gratuitas que ajudam, por exemplo no recrutamento de novos funcionários, que é o caso do Linkedin e isso é interessante tanto para a pessoa que tem seu perfil cadastrado, quanto para a organização, que consegue poupar recursos e esforços.

Na opinião dela, o profissional mais adequado para exercer a função de gestor na comunicação pelo currículo seria um Relãções Públicas. Isso não é um bairrismo, mas pela sua experiência, ela vê que os jornalistas, os publicitários ou mesmos os administradores que acabam trabalhando em comunicação organizacional têm que se especializar depois, fazendo uma pós-graduação na área.

Desde já, gostaríamos de agradecer a atenção de Natasha pela entrevista cedida que enriqueçe nossos conhecimentos sobre a área de Comunicação Organizacional que veem se tornado cada vez mais importante nas Organizações.

domingo, 24 de maio de 2009

Entrevista: Vanessa Pires


Por possuir dimensão ampla, a comunicação organizacional é entendida em diferentes aspectos para cada profissional. A profissional entrevistada esta semana, foi a Vanessa Pires, cursou Ciências Sociais na Universidade de São Paulo ( USP) e Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Estado de São Paulo (PUC-sp). Atualmente trabalha na Serasa no setor de Pesquisa. A SERASA é uma empresa especializada em análise de informações para decisão de crédito, atua em território nacional e internacionalconta, conta com um quadro de mais de 2.000 profissionais. Ela se compromete com um compromisso de responsabilidade social baseado na transparência e na ética. Perguntamos a nossa profissional o seu ponto de vista sobre a comunicação organizacional e sua empresa, veja abaixo a entrevista:


Qual é o seu conceito sobre sustentabilidade nas empresas em geral?

(Pires) Acho, que se tornou um modo de se promover perante as concorrentes. Algumas levam a serio tendo a sua visão centrada na conscientização, mais não podemos generalizar. Não quero promover a minha empresa, mas ela segue a risca as suas ações e metas com transparência. Um dos seus focos é na responsabilidade social com a empregabilidade de deficientes no mercado de trabalho gerando assim oportunidade de inclusão social em parceria com outras entidades.


No seu entendimento qual é o pael da comunicação organizacional?

(Pires) Vejo, que a comunicação organizacional engloba todas as atividades de comunicação, servindo como fonte de informação para toda a empresa, promovendo uma maior integração, construindo e agregando valores. E é quando a comunicação se torna a interação da corporação com seus públicos.


No que os seus estudos de antropologia, sociologia e política lhe agregaram valores para você utilizar agora?

(Pires) Eles me deram uma base forte não só para o trabalho mas para a vida. A sociologia me fez ver o indivíduo na organização, em um grupo. Me fez compreender as culturas. Através da antropologia estudei os comportamentos dos grupos o desenvolvimento dos diferentes indivíduos que permeiam a Terra.

sábado, 23 de maio de 2009

"Atitude de Marca"?

Podemos perceber que cada vez mais as organizações estão deixando de lado a publicidade tradicional e adotando maneiras diferentes de chamar atenção de seus stakeholders. Pensando estrategicamente em alinhar seus discursos e práticas organizacionais com a credibilidade de seus públicos, foi desenvolvida uma nova forma de comunicação: ATITUDE DE MARCA.

Yacoff Sarkovas, presidente da agência Significa, que é especializada neste tipo de comunicação, define “atitude de marca” como:

“Toda interação de uma marca com seus públicos estratégicos, por meio de
causas e conteúdos sociais, culturais, ambientais, esportivos, de comportamento
e entretenimento.”

Tudo isso pode ser realizado com ajuda de patrocinadores, apoios, projetos, eventos da marca, investimentos sociais etc. Mas para empregá-la é preciso passar por mais ou menos 5 etapas. A primeira é a associação simbólica da marca com um produto ou ideologia, usando a publicidade para dizer que faz e não que é. Em segundo a organização deve se relacionar com seus públicos estratégicos. Em terceiro deve-se aumentar o auto-estima coorporativo para depois patrocinar um evento, por exemplo, na qual ela irá vender apenas a sua marca neste local. E, como forma de resultado, a organização ganha reputação.

O marketing de atitude, como também pode ser denominado, esta crescendo constantemente, mostrando cada vez mais que “uma marca não se sustenta mais só com publicidade. Não basta mais falar, é preciso agir”, como afirma Sarkovas, dessa forma as pessoas percebem com mais facilidade que as ações desenvolvidas pelas empresas estão sendo executadas em prol de alguma causa e conteúdos sociais, gerando mais repercussão positiva em nome da organização.

Um grande exemplo dessa forma de comunicação é o Mc Dia Feliz, promovido pelo Mc Donalds. Uma ação que tem o objetivo de reverter toda a renda obtida com a venda do lache Big Mac a 61 instituições e 75 projetos.
Em 2008, a campanha trouxe os atletas Gustavvo Borges, Lara Teixeira e Nayara Figueira, como pode ver ao lado.



Fonte: Revista Comunicação Empresarial - p.6 - dez/08

Imagem: Disponível em: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios/foto/0,,15344535,00.jpg

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Case: “A Conquista do Espaço” (Petrobras)

A Petrobras é uma empresa estatal brasileira, que desenvolve varias atividades relacionadas ao petróleo, desde explorar até o transporte, tanto no Brasil como em outros paises, sendo a terceira maior da América em valor de mercado. Seu lema é “Uma empresa integrada de energia que atua com responsabilidade social e ambiental”.

“A Conquista do Espaço”, como é chamado o case foi realizado em Junho de 2005 e Abril de 2006 e foi dirigida a força de trabalho da companhia. Nesse case a companhia tinha como objetivo mobilizar a força de trabalho para novos escritórios para seu programa de modernização técnico-administrativo. Porem essa ação foi muito trabalhosa e complexa, por vários motivos. Primeiramente por envolver o alto numero de 3600 trabalhadores, em segundo lugar pelo fato de serem de lugares diferentes não percebiam a mudança como ação estratégica da organização e se recusavam a aceitar.

A Petrobras teve que elaborar uma forma de informar e sensibilizar os funcionários da importância que seria a integração dos escritórios, convence-los de que a mudança de endereço seria crucial para os conceitos de integração e modernização da empresa, para isso era preciso deixar a força de trabalho por dentro de todo o processo, alem de se preocupar em facilitar o máximo possível a organização de todo o processo.

Devido à grandiosidade da mudança, dividiram o processo em cinco partes. O primeiro foi a Pesquisa Qualitativa, em que identificaram as associações negativas e positivas às mudanças num geral e também especificamente no trabalho, e também identificar focos de resistência em setores. Em segundo e terceiro lugar ficaram a Exposição e Visitação ao local, o que deu oportunidade da força de trabalho conhecer o local, ver as vantagens da mudança, alem de amenizar a ansiedade de todos. O quarto passo foi Arrumação, nessa etapa a Petrobras deu todo o suporte à força de trabalho, passando informações, dicas, caixas e etiquetas padronizadas, um grupo de apoio treinado para ajudar e orientar a força de trabalho no que precisasse. Por fim, veio à fase de Ocupação, a empresa visou possibilitar a instalação das equipes no novo endereço. Forneceu tudo possível para a melhor adaptação de todos.

O resultado final foi ótimo, tanto para os funcionários como principalmente para a empresa. Toda a preocupação demonstrada pela Petrobras para com seus funcionários fez com que eles percebessem a importância tanto deles para a empresa, como a da mudança. O trabalho árduo valeu a pena, todo o processo transcorreu com sucesso, o que permitiu que o planejamento pudesse ser repetido outras mudanças necessárias.